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AFV Club Stryker 1/35 – Gino Marcomini

Sem dúvida nenhuma, a AFV Club é uma marca excepcional! A primeira idéia sobre o kit quando eu abri a caixa foi: “quanta peça!”. Realmente impressionante a qualidade e atenção nos detalhes desse Stryker. Não encontrei nada nesse Stryker MGS que pudesse estar fora da dimensão ou faltando e montei-o basicamente como vinha nas instruções… todos os detalhes estavam onde deveríam estar. O que eu fiz extra-kit foi a adição de equipamentos da tripulação, cabo de aço e alguns cabos de energia dos faróis e lançadores de granada.

Kit Review:

Um total de 625 peças!Além das partes em plástico injetado, este kit vem com algumas peças “especiais”. Temos partes transparentes para as lentes dos faróis e periscópios. Os pneus são moldados em vinil preto, o que facilita muito a pintura. Vem junto com o kit uma pequena folha de photoetch para as grades e outros detalhes menores. O mais interessante é o cano do canhão. Ele é feito em alumínio com o interior raiado! Outro detalhe dele é, na minha opinião, desnecessário – ele tem um sistema de recuo feito por uma mola. Digo desnecessário porque depois de montado, você percebe que se tentar esse recuo após a pintura, vai arranhar a tinta. O kit vem com inúmeras peças excedentes, provenientes de outras versões do Stryker.

Para aqueles que quiserem dar uma olhada mais de perto nas peças, tente aqui ou aqui.

Você não vai encontrar problemas no kit, mas existem pelo menos duas falhas nas instruções de montagem. A primeira delas é que falta mostrar onde encaixa a peça Q9. No passo 25, a peça Q10 é a parte de trás da peça Q7. Já no passo 30 não mostra, mas a peça Q9 é a parte de trás da peça Q8.

Outro problema nas instruções está no passo 37. Nas instruções, a fixação da peça Q23 está inverdida, o eixo de rotação para a abertura dela é embaixo. Nas instruções de montagem o eixo aparenta estar em cima.


Fora isso, muito cuidado na hora de retirar as peças do Sprue. Existem várias peças extremamente delicadas. Essas peças eu só consegui remover com a utilização de lâminas de barbear. Já os encaixes são perfeitos e a montagem é tranquila (e demorada).

Note o detalhamento da metralhadora:

Outras partes do processo de montagem:


Pintura e detalhamento

Um detalhe que precisava ser adicionado era a capa anti-derrapante na parte superior do veículo. Para dar esse efeito eu costumava fazer com putty diluído com acetona. Dessa vez eu tentei outra forma, com verniz mordente e pó de mármore.

Acabei testando essa técnica numa escotilha que não seria utilizada. Resultado – ficou horrível. Eu mascarei com maskol algumas áreas, passei verniz, esperei o tempo dele e joguei o pó por cima. Quando fui tirar o maskol ele começou a tirar o verniz junto e o resultado ficou bem longe de “razoável”. A imagem a seguir mostra mais detalhadamente:


Tentei novamente só que ao invés de pó de mármore eu usei areia. O resultado melhorou, mas o verniz não colou a areia muito bem e ela se soltava extremamente fácil, só com o toque do dedo. Desisti desse verniz – acho que ele tem potencial, mas não nesse caso.

Já o pó de mármore foi bem útil. Testei a textura com a putty diluída (batendo de leve o pincel na superfície do plástico) e depois testei novamente a putty misturada com o pó de mármore. Foi o melhor resultado deixando a superfície mais áspera.

Fui mascarando o modelo parte por parte e aplicando a textura em etapas para evitar combrir os baixos relevos – trabalhoso, mas até ficou parecido com o resultado que eu esperava.


A pintura foi feita exclusivamente com tintas acrílica da Tamiya para posteriormente aplicar pigmentos da MIG. Fiz um pre-wash (como um pre-shading, mas sem aerógrafo) para dar mais profundidade nas linhas de baixo relevo. Pintei ele todo com a tinta XF67 Nato Green.


Depois dessa primeira demão geral de Nato Green, comecei a fazer diferentes tonalidades, tanto com o pincel quanto com o aerógrafo. Com o pincel eu aplicava tinta preto fosco da Tamiya (XF-1) extremamente diluída com álcool. Dessa forma eu reforçava o pre-wash fazendo agora o wash definitivo e aproveitava para mesclar esse preto fosco com o verde da base. Na parte texturizada complicava um pouco, pois ela absorvia muito a tinta preta deixando bordas onde a tinta concentrava. Várias vezes tive de retocar com o aerógrafo. Apliquei um drybrush suave depois dessa etapa.


Apliquei os decais direto na tinta, sem passar o verniz brilhante antes. Um caminho nada ortodoxo, eu sei. Mas o verniz brilhante é meio antipático às tintas da Tamiya – a cor da tinta escurece e foge muito do tom original. Ao invés de aplicar o verniz brilhante antes, eu apliquei verniz fosco só no lugar onde o decal tinha sido aplicado. Fiquei esfregando suavemente o pincel no decal até que o verniz tivesse passado inteiramente para a parte de trás do filme do decal. Dessa forma ele fixa melhor e evita o silvering. Só tome cuidado opara não ficar esfregando demais o decal… ele pode se romper.

O máximo de detalhamento que eu fiz foi colocar alguns equipamentos extra no modelo. Algumas Jerry Cans a mais do que vinha no kit e algumas mochilas da tripulação. Acrescenteu um cabo-de-aço e algumas fitas de amarração. Nada de mais.

O acabamento final foi feito basicamente com pigmentos da MIG. Europe Dust, Dark Mud e Concrete para ser mais exato. Apliquei um pouco de pigmento com cola branca e gesso para fazer o barro da parte inferior. Apliquei pigmento com pincel direto nas superfícies do modelo. Em algumas partes eu apliquei o fixador do pigmento.

Só um outro detalhe – eu acabei comprando algumas tintas da AlcladII e pintei as ferramentas e a metralhadora com ALC-112 STEEL. Para a minha surpresa, ficou muito mais brilhante do que eu imaginava. Acabei sobrepondo parcialmente a Alclad com Tamiya XF-1 flat black diluída.

Para mais fotos do modelo finalizado, clique aqui.